Santa Inês


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A raça de ovinos Santa Inês já existe há pelo menos quatro décadas no Brasil.É uma raça desenvolvida no nordeste brasileiro, resultante do cruzamento intercorrente das raças Bergamacia, Morada Nova, Somalis e outros ovinos sem raça definida (SRD).
Sendo as características atuais um produto da seleção natural e dos trabalhos de técnicos e criadores fixando-as através de seleção genealógica.

O porte do Santa Inês, o tipo de orelhas, o formato da cabeça e os vestígios de lã evidenciam a participação do Bergamácia, bem como a condição de deslanado e as pelagens, correspondem ao Morada Nova. A participação do Somális é evidenciada pela apresentação de alguma gordura em torno da implantação da cauda, quando o animal esta muito gordo.

Características da Raça:

O porte do Santa Inês, o tipo de orelhas, o formato da cabeça e os vestígios de lã evidenciam a participação do Bergamácia, bem como a condição de deslanado e as pelagens, correspondem ao Morada Nova. A participação do Somalis é evidenciada pela apresentação de alguma gordura em torno da implantação da cauda, quando o animal está com excesso de peso.

Desprovidos de lã, com pêlos curtos e sedosos, os animais da raça Santa Inês possuem estatura elevada, pernas compridas e orelhas longas.
Apresentam um peso médio ao nascer de 3,5kg. São desmamados, com peso médio de 23 kg. Para fins de abate, o cordeiro deve estar, com peso em torno de 30 quilos.

Além da acentuada habilidade materna o período de gestação é de cinco meses, podendo garantir até três partos a cada 2 anos com nascimento de um a dois filhotes. Eventualmente podem ocorrer partos triplos e quádruplos, o que acelera o crescimento do rebanho.
Aspecto Geral:

Animal deslanado, com pêlos curtos e sedosos, de grande porte e média de peso para machos, de 80 a 120 Kg; fêmeas podem variar de 60 a 90 Kg. O Santa Inês apresenta baixo teor de gordura e pele de altíssima qualidade, sendo largamente utilizada na indústria de vestuário. São animais rústicos e precoces, adaptáveis a qualquer sistema de criação e pastagem, e se integram com facilidade às mais diversas regiões do país. Fêmeas prolíferas e com boa habilidade materna.
Cabeça:

Tamanho médio, com perfil semi-convexo, mocha, focinho alongado, boa separação entre os olhos, mucosas nasais pigmentadas (à exceção da variedade branca); orelhas carnudas, de tamanho médio, em forma de lança, cobertas por pêlos, com inserção firme e ligeiramente inclinadas na direção do comprimento da cabeça. Olhos redondos e brilhantes, narinas proeminentes e dilatadas. Fronte curta, larga e reta, com boa distância entre os olhos.
Pescoço:

De tamanho regular, alongado nas fêmeas, sendo curto e forte nos machos, mostra-se bem inserido no corpo. Pode-se utilizar brincos ou não.
Peito:

Largo, arredondado e um pouco proeminente.
Corpo:

• Tronco forte, quartos dianteiros e traseiros grandes, com boa cobertura de carne e ossatura vigorosa;
 
• dorso reto, podendo apresentar pequena depressão atrás da cernelha;
 
• costilhar com arqueamento profundo e longo;
 
• garupa levemente inclinada, tendo apoio em quartos fortes e bem colocados;
 
• cauda de comprimento médio. Com base larga afinando, proporcionalmente, tem como limite de comprimento o jarrete, coberta por pêlos finos e sedosos.
Membros:

Ossos vigorosos e cascos seguindo a cor das mucosas nasais e oculares. Nas pelagens pretas, vermelhas ou chitadas o casco deve ser escuro podendo apresentar rajas claras. Casco branco somente é permitido em animais de pelagem branca. Os membros anteriores com paleta corretamente ajustada, deve apresentar posição oblíqua. Membros posteriores com coxas largas, compridas e de boa cobertura muscular.
Pelagem:

A raça apresenta as seguintes pelagens: Castanha, Vermelha, Preta, Chitada de preto e branco e Chitada de vermelho e branco.


 

 

 

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